Uma pessoa pode ter uma cadeira ajustável e ainda enfrentar problemas por excesso de demanda, dificuldade de acesso aos materiais ou ritmo incompatível com a tarefa. Ergonomia considera a atividade e sua organização. Fotografar a postura por alguns segundos raramente explica o dia inteiro de trabalho.
A avaliação preliminar orienta a primeira leitura
A Avaliação Ergonômica Preliminar, AEP, ajuda a identificar situações que demandam adaptação. O levantamento deve considerar o trabalho real e a participação dos trabalhadores. A Análise Ergonômica do Trabalho, AET, aprofunda a investigação nas situações previstas na NR-17, inclusive quando a análise inicial não é suficiente ou as medidas precisam ser reavaliadas.
Observe mais de uma dimensão
Em uma atividade de conferência de mercadorias, por exemplo, examine alcance, movimentação, iluminação, informações na tela, interrupções e metas. É possível que trocar a cadeira não resolva um problema que começa na altura de chegada das caixas ou na organização do fluxo.
- Converse sobre os períodos de maior dificuldade.
- Observe tarefas pouco frequentes e situações de retrabalho.
- Verifique como são distribuídas as demandas ao longo da jornada.
- Discuta mudanças com quem vai utilizá-las.
Teste e acompanhe
Uma adaptação deve ser acompanhada para verificar seus efeitos. Combine o que será observado depois da mudança e como o trabalhador poderá relatar dificuldades. Não transforme uma orientação geral de postura numa prescrição individual ou numa cobrança para suportar uma tarefa mal organizada.
O apoio especializado
A consultoria pode organizar a avaliação, indicar a necessidade de aprofundamento e integrar os achados ao gerenciamento de riscos. Questões de saúde devem seguir o acompanhamento médico adequado. A finalidade é adaptar as condições de trabalho às pessoas e às atividades, e não buscar uma fotografia de “postura perfeita” para encerrar o assunto.
